segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

A 40ª Postagem


O tempo passou, eu não sabia que ia ser assim tão rápido, e o pior: aquele último dia que a gente lembra do que fez, não fez e podia fazer. Daqui a exatamente 11 horas e 10 minutos estaremos comemorando o novo ano que vamos entrar e o velho de que vamos sair. O ser humano ainda insiste na união das famosas ceias de natal e de ano novo, é simplesmente gostoso e bem aconchegante. Estarei terminando esse blog aqui, no quadragésimo e último post. Ano novo, vida nova. Mas não pense que estarei sozinho nessa, eu levo todos vocês no meu coração mas é bem pertinho, só mudou o endereço... Meu novo blog agora tem mais coisas novas e realidades. Porque nesse ano que quase já passou era tudo ilusão, sonhos e delírios, mas agora, é tudo perfeito, real e concreto. Que nesse ano de 2008 nós possamos estar juntos, de mãos dadas, pra que esse ano veja a nossa união, não só na comida, mas no coração

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Boa Sorte


É só isso, tudo acabou pra mim.
Sabe, boa sorte.
Eu não tenho nada a declarar
mas te digo que o que sinto nunca mudará.
Tudo que você quer me dar, é demais.
É pesado, não me traz paz.
Tudo que você quer de mim é irreal
Cheio de expectativas desleais
Há tantas pessoas especiais
Nem vou sentir falta de você
Há um desencontro nas opiniões
E não há mais vida
Você espera tudo de mim
e não enxerga o que realmente sinto
o que realmente sou.

Tudo pra você é real...
e pra mim?
Boa Sorte

domingo, 23 de dezembro de 2007

Lembranças

O dia passou, o domingo chegou, o domingo tá passando.
Nessas férias parece que a gente quer ficar com tédio, ai meu deus. E pior, chorando em pleno domingo eu me lembro do que aconteceu esse ano, brigas e discussões, amores solidões...
É bem difícil fazer um retrospectiva tão grande assim, poxa, tenho que ter calma. Muita calma. Calma, até demais...
Não sinto nada e não quero escrever. Lembro-me da crise Caminho à Lírios, do choro pelo MSN, da perfeita música AI.
Do Tchau e Boa Sorte. 2008 bora ficar de boa!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Vinólia - Sabonete


Ahh gente! Vou ser mais sincero, real e amigo. Eu já me sinto feliz pela ocasião de meu aniversário no dia 15/Dezembro, de visitas super-especiais no meu blog, de meus amigos tão queridos que me amam tanto... Foi por isso que tomei uma decisão: agora o blog vai ter outro blog: Amores, Decisões e Realidades. Prometo que lá eu vou postar sim, como aqui também, mas lá vai ser o meu diário onde falo sobre a realidade, não sobre DISTÚRBIOS. Mas pra isso tem um preço, esse vai ser meu último post de fim de ano aqui e lá pra Janeiro o próximo blog já vai ser criado. Espero que isso seja especial para todos!
Nessa época do ano tem o nosso querido Dezembro, aquele troço que deixa a gente feliz, e também que nos deixa soltar o espírito natalino. Eu passo minhas férias de modo felizardo. Até o final do ano não vou mais postar aqui portanto eu dedico esse último post para toooodos meus amigos. Feliz Natal, Próspero Ano Novo, Muito $ No Bolso pra todo mundo!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Saudades...


É, tem dias que aquele sentimento bate... A saudade de alguém, as lágrimas caindo, a tristeza chegando... Lembrei-me de minha prima cujo o nome já foi citado aqui... É Lurdinha, hoje você faria seu décimo sétimo aniversário e nós estaríamos festejando, dançando e comendo à vontade... Mas não, você partiu, e dessa festa só restou luto e dor... Nós sentimos muita saudade de você, eu e o Feldspato. Nós estávamos lembrando dos momentos em que íamos para a Caverna do Batman (nome que você mesmo apelidou àquela caverna que encontramos na cachoeira da Lembrança) e você e eu brincávamos de super heróis, e o Feldspato coitado, servia de arma contra os terríveis monstros que aterrorizavam o local... Você deve lembrar pois em um dos dias que estávamos lá, mamãe escorregou na pedra e nós rimos bastante. Lembro-me também de quando entrávamos no computador, nós conversávamos durante a tarde e a noite e a madrugada inteira! E sempre eu sentia uma coisa: não faltava assunto, tanto que nós chegamos a discutir sobre o gomo da laranja nos sucos naturais e se você estivesse aqui, ao meu lado, veria que já foi lançado o suco de laranja com gominhos... E é claro, na embalagem tem escrito '' Feito com carinho ''... Lembrei de você de novo... Lembrei da festa de aniversário que você me fez, aquela surpresa linda e festeira... Você chegou a declamar um poema à mim e eu chorei como um bebê... Ah Lurdinha, volte à mim, volte ao Feldspato... Ai meu coração... Que saudades... ♥

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Almoçinho de amigo

Oh coisa boa hein? Tem coisa melhor que almoçar pasta com linguiça e ainda uma coquinah básica e tridente depois pra tirar o mal hálito com preguiça de escovar os dentes? Depois de me encherem o saco pra postar alguma cosia eu posto aqui sobre a bagunça do almoço de sábado... Um amigo meu, Felipe, veio aqui em casa almoçar com a gente (ele tem 15 anos e talz). Minha mãe morreu de falar pra gente comer na sala assistindo TV mas eu insisti e a gente almoçou no frio do meu quarto, no chão, assistindo uns vídeos bem maneiros no YouTube. Acontece que passou disso, a gente estava conversando, trocando idéias e rindo dos vídeos quando esbarrei no meu prato... Meu Deus, quanta sujeira, e o pior, eu não tinha visto que eu também tinha derramado Coca-cola, foi aí que me ferrei... Eu fui levantar pra catar os macarrones quando eu mesmo escorreguei na coca. Além de quebrar o copo, me sujar e ficar vermelho de molho e melado pelo açúcar da coca cola minha mãe chegou no quarto. Aí completamente ferrado eu sentei no macarrão e ela entrou, ela falou que tinha que sair com meu pai e disse que não demoraria muito e, como ela não é boba, me perguntou: '' O que é isso na sua camiseta?'' Eu respondi: '' É tinta...'' e o Fê respondeu '' Do trabalho de artes'' e eu completei '' pro ano que vem''... Foi difícil acreditar mas ela logo saiu... Pior foi quando, sem querer, eu chutei o copo de coca do Fê e ele escorregou tombando em cima do prato de macarrão. Cara, ainda bem que minha mãe não estava em casa, o que sobrou pra fazer? Só rir, a gente riu riu riu riu riu e riu de novo... Daí depois tivemos que arrumar tudo! Foi difícil, mas deu tudo certo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Meu Guri


Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando, não sei lhe explicar
Fui assim levando ele a me levar
E na sua meninice ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí
Olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega suado e veloz do batente
E traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega no morro com o carregamento
Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos tá um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega estampado, manchete, retrato
Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo de papo pro ar
Desde o começo, eu não disse, seu moço
Ele disse que chegava lá
Olha aí, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri


quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Marca Negra

Ali, a marca negra
Feitosa e enganadora
Não apenas um shampoo caído
Mas um forte danificado

A marca negra,
símbolo de dor
de rancor
de falta de amor

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

As Aventuras de Joseph Holl e Melody


Joseph Holl e Melody conversavam, discutiam ou até mesmo tratavam de assuntos em plena cabine telefônica em Londres.
- Mas que diabos de aperto é esse cara Melody!
- Holl, estamos em Londres! Todo aquele gingado de emoção que quase nos leva à Paris! É fantástico!
- Londres pode ser mas essa cabine não é não. Aliás... O que estamos fazendo nessa prisão!?
- Esqueceu-se de que está chovendo Holl? Trate de se acalmar pois senão te deixo lá fora!
- Audácia! Que coleguismo é esse Melody! Meu Deus! Que barulho foi esse?
- Acalme-se Holl, foi o vento que bateu e estremeceu a cabine... Só iss...
Dali a alguns trilésimos de segundo a cabine telefônica é arrancada do chão e começa a dançar com o vento.
- Raios! Já tinha pensado que isso haveria de acontecer! Que diabos o homem constroi uma infra-estrutura de pó aqui! Dá-me santa paciência!
- Cale-se! Estamos aqui por livre e espontânea vontade!
- Cale-se tu, oh Melody! Não vês que estamos encharcados de água?! Que diabos estamos fazendo aqui ainda?!
- Holl! Estamos esperando o nosso ônibus! Precisamos voltar ao hotel!
- Ah! Esse lugar não merece minha vontade! Audácia! Teremos nós de irmos à pé!
- Nem pensar Sr. Joseph! Pagamos para o ônibus e vamos nele!
- A que horas o bendito deveria estar aqui?
- No bilhete diz que ele deveria passar as 20:00.
- Raios e Trovões! São 10 horas da noite!
- Holl ele deve estar para chegar! Aquiete-se! Sem mais um pio!
E lá se passaram mais 20 minutos de puro silêncio.
- Que Diabos aconteceu? Aquele não é nosso ônibus?
E eles avistaram o ônibus a mais ou menos 100 metros deles. A esperança estava
- Acabada! O ônibus entalou lá! Teremos de ir AGORA!
Melody obedeceu aos gritos, e logo após andarem chegaram ao ônibus, entraram e assentaram-se.
- Que Diab...
- Cale-se Holl! Durma até chegarmos lá!
E se passaram 1 hora, o ônibus já estava vazio quando eles acordaram pela voz do motorista.
Eles saíram do ônibus.
- Raios e trovões! Graças ao bom Deus terei paz!
- Acho que não Holl, pegamos o ônibus errado...
- Que Diabos você fez!
(...)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Contraste


-Ah! Qual é? Poxa, não se nega não por saber que este amor é um contraste cotidiano? Não pensa que não penso em você? Ora! Larga a mão de ser trouxa! Pare de dar aqueles sorrisinhos perfeitos e feder por dentro! Seja você!
- Para que? Sei que minha vida é um contraste mas ,por favor, não obrigue-me a ser quem não sou.
- Pivete! Você não sabe viver? Pra viver nesse mundo de discórdia e de dor é preciso ser quem as pessoas querem que você seja! Para de ignorância!
- Ignorância? Acho que a palavra pura seria mais adequada! Não vê que mesmo querendo ser eu nunca serei? Não vê que o único contraste entre mim e o povo é a minha razão de viver?
- Audácia! Como é capaz de se mostrar tolo em frente a um bando de cangurus anônimos?

-Chega de viver assim seu cretino! Veja a vida como a realidade!

- Chega de viver como você! Sinto que estou fazendo a cosia certa! Não vê que eu preciso ser quem eu sou e seguir meu próprio caminho?

- Tolice! Aja como deve ser!

- Não! Não me rendo à sociedade ridícula!

- Chega desses seus discursos patéticos! Seu mísero pó!

- Caramba! Você não enxerga tudo como eu vejo?

- Isso é o contraste!

- Isso é a vida!

- Chega disso tudo!

E, após isso, ouviu-se uma movimentação das águas no rio Senna.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

eScuridão


Não dá pra explicar né? Estou sozinho aqui no escuro profundo, não sei onde eu estou nem o que eu faço aqui... Só eu e minha querida pulseira de neon que realmente é minha única companhia aqui. Sabe, foi realmente repentino porque eu estava dormindo e vim parar aqui, não sei o plano pra isso, não sei pra que estou aqui. Só sei que estou aqui e pronto. Eu ainda estava caminhando nos maços de lírios, peguei no sono e acordei aqui... Não sei se cheguei onde eu queria, realmente acho que cheguei sim porque aqui é realmente podre, podre em alma não na realidade...
Se você se imaginar aqui, em meu lugar, vai perguntar: Não está com medo? Não está sentindo falta de amigos? e eu respondo: Não.
Não mesmo. Nunquinha. Já perdi o meu amor, aliás, ainda não perdi. Mas além da conta eu estou morto. Não vejo nada além da luz de neon que é aqui minha única chance de vida. E ela vai perdendo seu brilho... Até morrer... Aí teremos a realidade morta. O fim.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Caminho à Lírios

A tempos estou, agora, andando num trilho onde não sei onde irei parar... Onde não sei onde chegar... Estou esperando algum sinal de vida.
É estranho amar e não ser amado, admirar e não ser admirado. Sempre estive ao seu lado e você nunca me percebeu. Sempre estive com você 24h por dia tentando ganhar um sorriso, mas você, só me tratou como um qualquer, um que sempre esteve ao seu lado. Tem um amor dentro de mim que corre para todos os lados do meu ser procurando um lugar para parar e respirar, mas ele não consegue. Um amor estranho, por alguém estranho. Ultrapassa a ternura e é doce como o mel. Não sei o que fazer! Não sei pra onde ir! O caminho é grande e não vou chegar a lugar algum! Não tenho saída. Sinto o meu ódio adentrando em raios nos lírios sorridentes e vivos, sinto cada batida do meu coração esperando a hora de morrer, ódio e desgraça, desamor e egoísmo. Nada mais me atrai e fujo completamente os olhos do meu amor, pois se desviar minha atenção à ele não resisto, fujo. Fujo do céu e do mar, fujo da terra e do ar, tudo pra mim tornou-se monótono e a única saída e se entregar ao mar. Tudo pra mim perdeu o sentido, não tem mais jeito. Agora, livre e sozinho solto aos ecos das serras suspiros de saudade que no meu peito se encerra, esses prantos de amargores são prantos cheios de dores, saudades dos meus amores, saudades da minha terra! Não há saída! Não há!
Agora é impossível não perceber. Sinto aquele vento frio penetrando em minha pele e o que sobra é medo e solidão. A minha terra não tem mais palmeiras e não vejo meros sabiás, cantam aves invisíveis nas palmeiras que não há... A perfeição não existe mais e agora eu posso perceber que esse amor continua dentro de mim e fácil ele não vai sair. Ahh Amor fatal! Podes ser imortal! Mas a mim tu pertences e eu, sou mortal. Eu sei o que esse amor quer, ele ME quer... Medo, raiva e cansaço.

Ainda estou caminhando nesse trilho de lírios que não cansam de me mostrar a realidade, mostrar que eu não tenho chance e a única coisa que me sobra é a MORTE.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Intruso - Mais um distúrbio


''Uh Uh Uh Que Beleza, A Natureza!''







Ah! Não resisto não. Essas tecnologias de hoje impressionam a simples joaninha que vive em nossos jardins, é realmente FA-BU-LU-SO! Me sinto um idiota e retardado ao assumir que sou um Agente da Beleza. É meu amigo, vai me dizer que nunca na sua vida ouviu falar daqueles shampoos de chocolate que falam que hidratam cabelo, daqueles cremes de cabelo que deixando seu cabelo liso, de géis que anunciam seu cabelo como duro igual pedra e é claro não saiu correndo pra comprar!!!? Foi o que aconteceu. Aproveitando o fato de meu pai ser médico pedi que ele retirasse, ou melhor, matasse estrangulasse queimasse tirasse puxasse um intruso que estava em meu corpo, a PINTA. É realmente ridículo isso pra você mas pro meu bem fiz isso. Acontece que minha briga com a tecnologia médica foi das boas, no meio da ‘cirurgia’ meu corpo reagiu alergicamente ao esparadrapo! Você pensa que eu poderia ter um infarto e ter que ser usado aqueles negócios que soltam choques em você? Nada disso! Seus problemas acabam de acabar pois meu pai usou uma... pomada! E eu já levantei da ‘sala de operação’ jogando tudo pra baixo e pra cima. Droga! Isso significava que uma pomada fez milagre, nem em bíblia consta isso. Que patética a minha ação pois isso fez com que eu derretesse e vira-se pó. Com isso, aproveitei e fui visitar a Clotiude, minha joaninha.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Coração de papel




Me lembro da minha infancia não vivida, me lembro daqueles dias terriveis que a gente passa quando é criança. De um simples quebrar de vidro até aquelas broncas que a gente chega até a rir depois. Nossa, eu mesmo não acredito que era tão doido quando era criança, mas o lance é o seguinte, esse post não vai sair dos quatro lados desse bendito computador, aqui vivido e aqui morto. Um fato estranho e ridículo era que eu, eu mesmo, gostava de assistir aos desenhos da Disney, especialmente a Pequena Sereia, dá pra acreditar? Sabia que fui capaz de jogar uma fita de vídeo do Pokemon na privada só porque a professora não deixou a gente assistir a Pequena Sereia DE NOVO? Dá pra acreditar que de toda a galera da sala só eu e uma amiga recebíamos os crachás de ‘meninos malvados’? É cara, e você ainda acha que sou um anjinho? E um dos piores, não dedurei uma menina pois ela havia roubado UM salgado da padaria perto da escola? Fui capaz de ser o único da sala a chorar pela saída de minha professora da quarta série? Dá pra acreditar que eu sou um das únicas crianças do mundo e da América Latina que escreve bobeiras em um blog?

Ahhh, não adianta não, meu coração é de papel! Podem me chamar de manteiga derretida ou até outros piores nomes mas uma coisa não posso mudar, o meu coração. Eu realmente me sinto mal ao pensar que meus professores que tanto amo e que marcaram minha vida darão a mim um simples beijo e depois nunca mais irei os ver. Sinto saudades daquele tempo onde não sentia nada, era impuro e feito de granito. Mas agora meu coração é de papel, não adianta falar as mais perfeitos ou ridículas palavras pra mim. Meu coração é de papel e pra sempre vou ser criança. Chega de viver mágoas e dores, chega de viver a vida de suspiros e clamores. Ainda é tempo, é tempo... É... Tempo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O Estojo Rosa e A Régua Zebrinha


Chuvaa?? Que nada! É a puríssima poeira que está acabando com nossa saúde e com nosso clima... Oh Poeira sem GRAÇA!

Quando vem chuva vem gotas, quando vem poeira vem tudo!

Mas parece que 2 seres vivem em extrema concordância nas salas de aula de Geografia: o estojo rosa e a régua zebrinha, ambos os matérias de nossa adorável professora Juliana.

Esse foi um dia que me causou um espantos dos infernos, meu Deus que susto!

Tudo começou na última aula do dia pré-feriado, claro que era de geografia. Eu estava perante a mesa da professora quando vi o estojo rosa e a régua zebrinha, aí foi o pior: interrompi a aula onde Juliana estava explicando sobre a economia brasileira e pedi para tirar uma foto do estojo e da régua. Eis a foto. Logicamente ela deixou pois um garoto louco, patético e meio psicopata como eu faria sonhos pra conquistar aquela foto. Após essa situação de terror Juliana continuou a aula, porém, do nada, ouvi um berro na sala! Adivinha de quem era? Meu. É meu amigo, era do tio aqui, sabe o porquê? Porque eu ouvi a régua gritando: ‘ Aiiii! ’. Ilusão? Imaginação? Emoção? Isso eu não sei mas garanto que o grito foi muito real... Você deve estar achando que a professora me deu uma suspensão ou uma advertência, admito, eu também achava isso maass, pelo contrário, ela foi a segunda a cair na gargalhada, e quem foi a primeira pessoa? Eu. Que situação hein? Pagar um mico desses e depois RIR? Para você ver que as aulas de geografia influenciam minha mente, aliás, tudo começou nas aulas de geografia: lá eu encontrei a professora mais fabulosa de todas, lá foi onde tudo começou aqui nesse blog preso a uma janela e também quando percebi que o grito da régua não era da régua, e sim da pessoa que mais odeio nessa vida, Tayná. Menina traiçoeira, mentirosa, infeliz e enganadora... Ela estragou minha vida com uma fala que não quero falar agora nem aqui. Acontece que eu sou uma pessoa normal, e como uma pessoa normal mereço respeito acima de tudo. A régua? Está bem graças ao bom Deus... Agora, quem não me parece bem mesmo sou eu...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

E Choveu...

E a chuva caiu sobre a Terra, inundando os vales e alcançando as montanhas... Choveu, choveu e choveu.


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Sinto

''Oh chuva, eu peço que caia devagar, só molhe esse corpo de alegria. Para nunca mais chorar...''




Sinto na pele esse vento terrível que não para de mandar poeira, poeira e mais poeira ao invés de abundante chuva. Não me mexo ao ouvir um som tocando pois tenho medo. Tenho medo.
Tenho medo do que no amanhã pode acontecer ou ate mesmo não acontecer. Tenho medo dos que as pessoas falam, do que elas deixam de falar ou até mesmo soltam palavras antes de mesmo não pensarem. É difícil sentir coisas ao mesmo tempo, realmente me sinto atrapalhado em sentir tudo à todos. Esse é o ato: sentir. Não esconder ou até se apaixonar, apenas sentir. E lá vou eu andando e sinto o arrepio, o pio. Sentir é poder, sentir é apaixonar-se. Se sentir, há coisa melhor?? Será que o sentimento que bate no coração faz com que a chuva caia sem deixar nada seco? Nessa hora tenho muito medo. Medo do sol, medo da lua, pior que isso é o prazer. Imensurável e inexplicável prazer de um dia estar na chuva, dançando e se divertindo. Prazer, sentir, liberdade. Dá pra ter um prazer nessa vida inútil que só acaba com a vida dos seres que nela habita? Sendo homem ou animal, perante o prazer todos são iguais porque na hora que a gente sente não da pra comparar ou explicar, também não se deve fazer isso por que se você o fizer estará completamente perdendo o seu precioso tempo de prazer. Cai chuva, não deixe de cair. Deixe-me mergulhar nesse sonho...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O Tempo não Pára


''Passa passa passa o tempo, quando vi o tempo já passou''

Ahh! São muitas emoções mesmo... Muitas coisas na minha cabeça sabe?? Me lembro de fatos como meu aniversário de 10 anos, amigos, momentos... CARA é DEMAIS!
Mas é tudo passado que um dia foi presente.
Vamos analisar um momento de fala: quando você pensa é um futuro prévio, quando você fala é presente e quando você vê já passou. Incrível.
É ridículo lembrar também de um fato que aconteceu na semana passada... Eu estava discutindo com uma pessoa que considerava um amigo, mas era realmente uma questão de amizade. TUDO por causa de uma simples frase dita sem pensar.
É incrível pensar que coisas que você fala do nada podem decidir o seu futuro pois palavra dita ou não vai decidir o que vai acontecer ou não no seu próprio futuro. As palavras podem então fazer o nosso futuro! Isso é legal pois a gente pode decidir tudo através de palavras faladas.
Foi o que aconteceu na bendita discussão, sabe aquelas palavras que saem da sua boca sem pedir permissão? Aquelas palavras são traiçoeiras pois elas saem e fazem o que elas querem da sua vida... Pensar para falar. Elas saíram e provocaram uma avalanche de outras milhões de palavras que também saem sem pensar, e saem furiosas hein!
Por que será que a gente não consegue fazer coisas boas sem pensar antes? Trata-se de que se a gente não pode ver uma discussão e já mete o bico e acaba com tudo.
O ser humano também tem uma língua e tanto, eu fiquei sabendo que a língua é o músculo mais resistente do corpo humano mas também um músculo que mais estraga prazeres... Mas a gente tem a esperança de prender a língua pra não falar besteira, sabe como? Na boca. Boca fechada não entra mosquito, boca fechada não estraga nada.
Será que a gente abre a boca pra falar coisas boas? Ou apenas ruins?
Tudo depende do tempo de que elas se referem. Tudo depende de tudo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Mudanças.


A vida, quem nós somos para contrariá-la? É meio difícil a sensação de cansaço e de preguiça... Aliás, durante toda uma vida as pessoas falam que quando pensamos no fim só lembramos que há um recomeço... Mas que dá uma volúpia intensa de parar dá.
Parece que a vida fica contra a gente, nossos amigos que tanto amamos nos contrariam, ou melhor, o mundo se vira contra a beleza da natureza e acaba com tudo... Ainda tenho um forte pensamento de que tudo isso foi uma mera ilusão, não existiu, estava tudo na minha mente. Só dentro dela.
Nas subidas e descidas de uma imensa escola eu firmei minha decisão: vou desistir. Sem palavras no coração, sem emoções, sem brilho no rosto: na escuridão.
Chega de ficar andando em meio de uma população gigantesca e sentir falta das pessoas que amam você. Chega de ficar andando e procurando aqueles amigos que te davam o maior apoio: eles não existem, foi tudo da minha mente, foi tudo um sonho. Pra mim criar esse blog foi um sonho, mas esse sonho acabou e acho que nunca vou encontrar uma luz no fim do túnel. Sabe por que? Porque durante um tempo eu andei num túnel e fui levado pela vontade de crescer e achar a luz. Mas sabe, descobri que quanto maior a altura, maior a queda... E eu caí, caí feio.
Não prometo que acabei com tudo, sei lá, acho que tudo isso faz parte de uma fase da vida, e o pior é que eu morri e levei um belo GAME OVER.
Será que ainda existe esperança com tudo que a gente vive hoje? Será que ainda dá pra viver em meio e pessoas tão ruins? É constrangedor saber que uma pessoa que anda na rua pode ser atingida por uma roda de um ônibus! Que CAUS!
Chega. Chega de tudo. Cansei do Mundo. Have you ever done something to your world?
Por que será?
Só sei que há de ter mudanças... Muitas... Mas o endereço vai continuar o mesmo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

l'art de la vie


‘’Abra as janelas e deixe entrar o que é belo pra gente de cá, abra as janelas e deixe entrar o que é belo pra gente de cá.’’





Nós podemos falar até dos nossos amigos, mas sem eles a gente nem iria viver porque é com eles que a gente conversa, briga, se chateia, se alegra, faz festa, cochicha, vive e o mais importante de todos: confia.

A confiança é algo muito difícil de ser conquistada, às vezes depositamos nossa confiança em alguém que não conhecemos muitos, por isso, acabamos no pó.

Com muita certeza você deve ter amigos, talvez um ou dois, mas você tem! Mas tem um porém, podemos ter milhares de amigos mas os que ficam no coração são poucos... Mas são deles que você NUNCA esquece.

Costumo chamar meus amigos do peito de ‘Teddy’ porque são eles que você pode abraçar quando estiver escuro e bater o medo, é neles que você pode confiar e não sentir medo de que suas palavras virem-se contra você...

Ontem eu observei uma cena muito linda: crianças pequenas brincando no verde gramado do campo... Não é de se espantar o que aconteceu: a menininha tropeçou e caiu no chão, ligeiramente pensei em levantar para ajudá-la... Pra que? Como um relâmpago seu amiguinho foi até ela, a levantou e deu aquele abraço de urso sabe? Aquele abraço gostoso que a gente sente na alma. Ele disse ‘Ta tudo bem?’ ela respondeu que sim e eles voltaram a brincar.

A noite estava dando seus primeiros passos quando eu os vi deitados na relva a observar a lua chegando. Não perdi tempo e admirei a bela lua que se erguia naquele templo negro. Me comovi ao pensar nos dois: naquela imensa lua que se erguia e naquele momento divinal que os dois amiguinhos estavam passando...

Fui pra casa, tomei um belo copo de suco de laranja e saí de novo. Deitei na calçada e comecei a pensar alto: ‘Agora eu sei que não sou só que eu contemplo os elementos fundamentais da vida.’

Passou o tempo. Subi e fui dormir com meus amigos no coração.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Lama


Houve um dia em minha vida que fui pego de surpresa: o sentimento fúnebre. É meio comum nós, seres humanos, irmos ao enterro de algum parente, velório de amigos ou de pessoas que prezamos... Mas não estou aqui para descrever um velório ou um enterro...

Precisamos estar preparados para tudo na vida, tudinho mesmo senão ele nos pega de surpresa e o resultado é triste...

O relógio do meu quarto marcava uma hora da manhã e o do corredor marcava uma hora de 20 minutos, era difícil saber qual estava certo pois não havia ninguém em casa, aliás, havia sim: O Feldspato (meu querido e amigável gato). Mamãe e papai estavam numa reunião importantíssima: um breve anúncio. Eu fiquei esperando eles chegarem no meio do corredor observando os dois horários quando o telefone tocou, era a mamãe. Durante minutos ficamos sem falar nada quando o silêncio foi totalmente sacrificado pela suave e dolorosa voz: ‘‘Lurdinha morreu.’’... Foram as duas palavras que marcaram a minha vida naquele instante e respondi: ‘‘Tudo bem...’’ Mas pude sentir que estas palavras saíram simplesmente da boca para fora, pois dentro de mim não estava nada bem. Deitei no sofá da sala e comecei a ver as estrelas e pensar ‘‘Ah Lurdinha, sofri tanto por você, agora me abandonaste’’...Lurdinha não era uma dessas primas que é tão distante que nem sente a falta, ela era ‘A’ minha prima... Ela servia de inspiração para meus poemas, minhas crônicas e textos... Mas uma vez, tornei-me dependente do meu herói, Victor.

Peguei o telefone e liguei para ele. Ele atendeu e falei: ‘Victor, Lurdinha morreu’ Mas com braveza e coragem ele responde cinco palavras ‘Acho que chegou a hora’. Respondi: ‘ Do que?’ E ele se derramou: ‘De você andar com suas próprias pernas’.

Mais tarde, às 5 horas da manhã, mamãe ligou de novo dizendo que iria me buscar para ir vê-la, mas neguei... Ela aceitou.

Ali no meio da sala joguei-me no chão e pus-me a refletir sobre a morte... Coisa ruim né? Você deve se perguntar ‘Pra que falar da morte se podemos falar da vida?’ e eu te respondo: Porque a verdade é nua e crua.

A morte vem pra nós vermos a realidade: que tudo tem um fim. Lurdinha estava com necrose nos tecidos epiteliais, faleceu nova: 20 anos. Feldspato miou com tristeza ao saber que nunca mais veria sua amiguinha de folga... Para isso criei outra frase: ‘Tudo que volta, vem. Mas nem tudo que vai, volta.’

Triste não? Um comentário ridículo para um blog como este: Distúrbios, Atitudes e Chocolate...

Fique sabendo que isso não faz parte de um distúrbio, nem de uma atitude, MUITO MENOS de chocolate. Acho que não quero refletir sobre isso... Uma palavra para vocês:

Andem com vossos pés pois não há mais ninguém para levá-los na lama...

Só tenho certeza de uma coisa: ‘‘...O caminho mais fácil, nem sempre é melhor que o da dor, dê uma chance pra vida te mostrar um jeito menos doloroso de se despedir, não seja assim tão dura com as palavras...’’

domingo, 23 de setembro de 2007

A Verdade: Nua e Crua


Idiotas, mediucres, pra que existem? Só pra fazer a gente sofrer? Sofrer muito?... Pra que esse tanto de problemas em nossa política, chegando ao extremo como inocentar um simples covarde e inútil que só serve estragar o monumento brasileiro!

Minha atenção foi movida hoje, muita indignação. Ao passar por uma cena injusta: crianças sentadas à beira de um posto pedindo moedas... Isso pra você deve ser uma cena super normal. É! Pra você mesmo que tem um computador em casa, uma Internet, casa, comida, roupa lavada! É pra você mesmo!... Agora a vergonha: enquanto milhares de crianças morrem de fome por ano e nós estamos aqui, parados, sem saber o que fazer, mas, Ah! Não culpe os pobres políticos pois eles podem fazer tudo de ruim no mundo mas e nós? Contribuímos com quem? Eles? Ou agimos como verdadeiros humanos?

É claro, não pude fazer nada, mas observei atentamente as pessoas que passavam por ela, simplesmente ignoravam ou nem davam atenção. Mas agora imagine você colega passando pela rua pedindo humildemente moedas e as pessoas te desprezando ou nem dando atenção... É completamente um absurdo o que li num livro chamado ‘’Crianças na Escuridão’’. Você deve achar que esse livro retrata a história de crianças brincando de gato-mia e se divertindo não é? Pelo contrário, ela mostra a rude e seca verdade que está nas ruas... Agora não dá pra fugir.

Ontem pela madrugada senti um péssimo e horrível desejo: passear pela rua e descrever as belas e úteis paisagens: árvores, ventos, monumentos... Mas eu fui rudemente atacado por um sentimento fúnebre e amaldiçoado: A Realidade Brasileira. A vírgula nisso tudo é que a verdade está na frente do nosso nariz e sabe o que nós fazemos? Viramos a cara e acusamos os pobres políticos de não tirar as crianças das ruas, os mendigos e outros tipos de raça humana ignorados pela população brasileira...

A situação brasileira piora a cada dia mais e nós nem ligamos... Aliás, só ligamos pro discurso insano do prefeito como ‘‘vou fazer isso’’ ou ‘‘vou fazer aquilo’’ mas agora pense: porque ele só promete coisas boas? Porque os brasileiros não fazem suas partes?

O fato é que a verdade está na nossa frente: Nua, Crua e Cruel...

Somos idiotas ao ponto de perceber a verdade mas deixá-la de lado com todos os defeitos e maldições de nosso país...

sábado, 22 de setembro de 2007

Pés na parede. Marcas do Destino. Último Biscoito


Encontro-me aqui para refletir mais uma vez ( e quantas vezes quiser) sobre as reflexões do meu bravo herói Victor que sempre me inspira com elementos do nosso corre-corre.
A história de hoje não passa de uma outra análise (como a do pôr-do-sol, mas sem ir comprar danoninho).
Estávamos nós, eu e o Victor, sozinhos dentre milhares de inúteis pessoas que nos rodeavam, implorei a ele para que me iluminasse um caminho e ele iluminou.
Vimos marcas de pés na parede. Então pus meus breves neurônios a pensar sobre eles, infelizmente a verba estava curta e não deu pra comprar chocolate, mas consegui refletir...

Eis a minha reflexão:

As marcas de pés que estavam na parede significavam uma vida, um destino de uma pessoa que animadamente borrou a sintonia de cores de uma parede branca. Por que destino? Porque não se sabe de quanto tempo aquela marca esteve ali, pode ser anos, meses, dias, horas, ou até mesmo minutos! Perda de tempo a minha só falando esse monte de asneiras, eu não via a realidade até que Victor me mostrou o último biscoito. Foi aí que entendi tudo...

De certo você deve estar se perguntando: O que um último biscoito tem a ver com o destino das pessoas que deixaram suas eternas pisadas na parede? E eu te respondo: Tudo. O lance é o seguinte: o Victor no caso como todo o ser humano não estava preocupado com o mero biscoito, mas eu pensei como um biscoito, mas o indivíduo que simplesmente deixou sua marca na parede também não estava preocupado com ela... Mas eu pensei como as duas...

Para isso criei uma frase: ‘‘O maior privilégio que a vida nos concede é fazer diferenças em igualdades’’... Aquela marca e aquele último biscoito tinham uma missão: Seu Destino. Simplesmente o mero biscoito serviria de alimento ao magnífico Victor, mas as pegadas não, as pegadas serviriam de esperança e de reflexão para as pessoas que a fizeram, talvez elas poderiam estar pensando: ‘‘Será que precisarei chutar a parede pra você me dar uma devida atenção?’’. Aquela marca estará para sempre ali, ela vai significar a atitude humana precisando de atenção, precisando de carinho, cuidado... Aquela marca nos ensina a viver, é lógico que ela poderia ser de um simples joguinho de pezinho, mas ela nos mostra que entre uma parede branca existe a diferença, existe o marronzinho mas esse marronzinho e essa parede branca vivem juntos e por um tempo indeterminado, até quando sua idade não mais me alcançar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Análise do Pôr-do-sol

Sinto-me lisonjeado por estar aqui e falar de algo que me perturbou muito: a análise do pôr-do-sol... Primeiramente desejo contar-lhes que isso não passa de uma atitude enlouquecedoura (aliás, comendo chocolate).

A Análise Do Pôr-do-Sol... Como ele deve ser analisado? Óculos-de-sol? Sim, certamente pertence a mesma família...
Ontem, eu e meu amigo Victor (excelentíssimo que me inspirou a este magnífico texto) estávamos completamente entediados... Foi realmente surpreendente a minha atitude - pensei: ''Bom, eu posso comer chocolate'' mas acabei lembrando que estava em plena aula de Hístoria, portanto teria que esperar até a hora do recreio para TENTAR comprar um chocolate... Ah! Tédio! Então comecei a escrever poemas (depois mostro à vocês)... Um deles me surpreendeu, ops, nos surpreendeu porque o Victor (fabuloso amigo que deu-me a idéia) também achou ótimo... Esse poema falava claramente sobre a análise do bendito pôr-do-sol, automaticamente eu falei: ''Opa! Não preciso de chocolate! Agora eu tenho meu próprio apoteose!'' E comecei a trabalhar naquele poema, foi disso, que eu tirei minha análise sobre o Pôr-do-Sol...
Começar a análise é antes de tudo assinar um bilhetinho para sair de casa porque você vai precisar transpassar o avivamento das cores para imaginar o belo e perfeito pôr-do-sol. Maluco? Não, simplesmente normal. Pense no pôr-do-sol como sua última e única saída, reflita e depois me fala ok?

Deram 5 horas da manhã no relógio de casa: acordei de um brilhante pesadelo. Peguei 2 reais que estavam em minha carteira e fui pro mercado que havia aberto há 1 hora atrás, pra quê? Comprar Danoninho é claro. Atravessei a rua, virei a direita, fui para a outra esquina e lá estava o mercado, entrei, peguei o Danoninho e fui em direção ao caixa para pagar, quando o Pôr-do-sol repentinamente tirou a atenção dos meus olhos da mulher do caixa para ele, eu vi dentro dele uma esperança, uma paz interior, uma paz superior mas fui interrompido pela breve e maligna voz: ‘‘Cara, deu 1 real e 30 centavo’’. Hahaha, o que você acha que eu disse? ‘‘Minha Senhora, não vê o pôr-do-sol que sempre aparece quando trabalha aqui? Então, já parou para admirá-lo? Porque parece que a senhora só se preocupa com o bendito dinheiro que lhe devo...’’ Ela? Respondeu com extrema ‘‘inginoransia’’ ‘‘Que isso cara, a onde daqui é ver tudo os porche passar’’. Peguei o troco e voltei para casa contemplando aquele magnífico Sol que me surpreendia.

Chegando em casa – perdi o sono -, fui para a sacada e comi o Danoninho observando o Sol se erguer naquele limpo e alaranjado céu.

Fui pensando: ‘‘Será que alguma pessoa nesse imenso mundo contempla elementos naturais além de mim? Se não: perdem o colírio da alma.’’