quarta-feira, 26 de setembro de 2007

l'art de la vie


‘’Abra as janelas e deixe entrar o que é belo pra gente de cá, abra as janelas e deixe entrar o que é belo pra gente de cá.’’





Nós podemos falar até dos nossos amigos, mas sem eles a gente nem iria viver porque é com eles que a gente conversa, briga, se chateia, se alegra, faz festa, cochicha, vive e o mais importante de todos: confia.

A confiança é algo muito difícil de ser conquistada, às vezes depositamos nossa confiança em alguém que não conhecemos muitos, por isso, acabamos no pó.

Com muita certeza você deve ter amigos, talvez um ou dois, mas você tem! Mas tem um porém, podemos ter milhares de amigos mas os que ficam no coração são poucos... Mas são deles que você NUNCA esquece.

Costumo chamar meus amigos do peito de ‘Teddy’ porque são eles que você pode abraçar quando estiver escuro e bater o medo, é neles que você pode confiar e não sentir medo de que suas palavras virem-se contra você...

Ontem eu observei uma cena muito linda: crianças pequenas brincando no verde gramado do campo... Não é de se espantar o que aconteceu: a menininha tropeçou e caiu no chão, ligeiramente pensei em levantar para ajudá-la... Pra que? Como um relâmpago seu amiguinho foi até ela, a levantou e deu aquele abraço de urso sabe? Aquele abraço gostoso que a gente sente na alma. Ele disse ‘Ta tudo bem?’ ela respondeu que sim e eles voltaram a brincar.

A noite estava dando seus primeiros passos quando eu os vi deitados na relva a observar a lua chegando. Não perdi tempo e admirei a bela lua que se erguia naquele templo negro. Me comovi ao pensar nos dois: naquela imensa lua que se erguia e naquele momento divinal que os dois amiguinhos estavam passando...

Fui pra casa, tomei um belo copo de suco de laranja e saí de novo. Deitei na calçada e comecei a pensar alto: ‘Agora eu sei que não sou só que eu contemplo os elementos fundamentais da vida.’

Passou o tempo. Subi e fui dormir com meus amigos no coração.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Lama


Houve um dia em minha vida que fui pego de surpresa: o sentimento fúnebre. É meio comum nós, seres humanos, irmos ao enterro de algum parente, velório de amigos ou de pessoas que prezamos... Mas não estou aqui para descrever um velório ou um enterro...

Precisamos estar preparados para tudo na vida, tudinho mesmo senão ele nos pega de surpresa e o resultado é triste...

O relógio do meu quarto marcava uma hora da manhã e o do corredor marcava uma hora de 20 minutos, era difícil saber qual estava certo pois não havia ninguém em casa, aliás, havia sim: O Feldspato (meu querido e amigável gato). Mamãe e papai estavam numa reunião importantíssima: um breve anúncio. Eu fiquei esperando eles chegarem no meio do corredor observando os dois horários quando o telefone tocou, era a mamãe. Durante minutos ficamos sem falar nada quando o silêncio foi totalmente sacrificado pela suave e dolorosa voz: ‘‘Lurdinha morreu.’’... Foram as duas palavras que marcaram a minha vida naquele instante e respondi: ‘‘Tudo bem...’’ Mas pude sentir que estas palavras saíram simplesmente da boca para fora, pois dentro de mim não estava nada bem. Deitei no sofá da sala e comecei a ver as estrelas e pensar ‘‘Ah Lurdinha, sofri tanto por você, agora me abandonaste’’...Lurdinha não era uma dessas primas que é tão distante que nem sente a falta, ela era ‘A’ minha prima... Ela servia de inspiração para meus poemas, minhas crônicas e textos... Mas uma vez, tornei-me dependente do meu herói, Victor.

Peguei o telefone e liguei para ele. Ele atendeu e falei: ‘Victor, Lurdinha morreu’ Mas com braveza e coragem ele responde cinco palavras ‘Acho que chegou a hora’. Respondi: ‘ Do que?’ E ele se derramou: ‘De você andar com suas próprias pernas’.

Mais tarde, às 5 horas da manhã, mamãe ligou de novo dizendo que iria me buscar para ir vê-la, mas neguei... Ela aceitou.

Ali no meio da sala joguei-me no chão e pus-me a refletir sobre a morte... Coisa ruim né? Você deve se perguntar ‘Pra que falar da morte se podemos falar da vida?’ e eu te respondo: Porque a verdade é nua e crua.

A morte vem pra nós vermos a realidade: que tudo tem um fim. Lurdinha estava com necrose nos tecidos epiteliais, faleceu nova: 20 anos. Feldspato miou com tristeza ao saber que nunca mais veria sua amiguinha de folga... Para isso criei outra frase: ‘Tudo que volta, vem. Mas nem tudo que vai, volta.’

Triste não? Um comentário ridículo para um blog como este: Distúrbios, Atitudes e Chocolate...

Fique sabendo que isso não faz parte de um distúrbio, nem de uma atitude, MUITO MENOS de chocolate. Acho que não quero refletir sobre isso... Uma palavra para vocês:

Andem com vossos pés pois não há mais ninguém para levá-los na lama...

Só tenho certeza de uma coisa: ‘‘...O caminho mais fácil, nem sempre é melhor que o da dor, dê uma chance pra vida te mostrar um jeito menos doloroso de se despedir, não seja assim tão dura com as palavras...’’

domingo, 23 de setembro de 2007

A Verdade: Nua e Crua


Idiotas, mediucres, pra que existem? Só pra fazer a gente sofrer? Sofrer muito?... Pra que esse tanto de problemas em nossa política, chegando ao extremo como inocentar um simples covarde e inútil que só serve estragar o monumento brasileiro!

Minha atenção foi movida hoje, muita indignação. Ao passar por uma cena injusta: crianças sentadas à beira de um posto pedindo moedas... Isso pra você deve ser uma cena super normal. É! Pra você mesmo que tem um computador em casa, uma Internet, casa, comida, roupa lavada! É pra você mesmo!... Agora a vergonha: enquanto milhares de crianças morrem de fome por ano e nós estamos aqui, parados, sem saber o que fazer, mas, Ah! Não culpe os pobres políticos pois eles podem fazer tudo de ruim no mundo mas e nós? Contribuímos com quem? Eles? Ou agimos como verdadeiros humanos?

É claro, não pude fazer nada, mas observei atentamente as pessoas que passavam por ela, simplesmente ignoravam ou nem davam atenção. Mas agora imagine você colega passando pela rua pedindo humildemente moedas e as pessoas te desprezando ou nem dando atenção... É completamente um absurdo o que li num livro chamado ‘’Crianças na Escuridão’’. Você deve achar que esse livro retrata a história de crianças brincando de gato-mia e se divertindo não é? Pelo contrário, ela mostra a rude e seca verdade que está nas ruas... Agora não dá pra fugir.

Ontem pela madrugada senti um péssimo e horrível desejo: passear pela rua e descrever as belas e úteis paisagens: árvores, ventos, monumentos... Mas eu fui rudemente atacado por um sentimento fúnebre e amaldiçoado: A Realidade Brasileira. A vírgula nisso tudo é que a verdade está na frente do nosso nariz e sabe o que nós fazemos? Viramos a cara e acusamos os pobres políticos de não tirar as crianças das ruas, os mendigos e outros tipos de raça humana ignorados pela população brasileira...

A situação brasileira piora a cada dia mais e nós nem ligamos... Aliás, só ligamos pro discurso insano do prefeito como ‘‘vou fazer isso’’ ou ‘‘vou fazer aquilo’’ mas agora pense: porque ele só promete coisas boas? Porque os brasileiros não fazem suas partes?

O fato é que a verdade está na nossa frente: Nua, Crua e Cruel...

Somos idiotas ao ponto de perceber a verdade mas deixá-la de lado com todos os defeitos e maldições de nosso país...

sábado, 22 de setembro de 2007

Pés na parede. Marcas do Destino. Último Biscoito


Encontro-me aqui para refletir mais uma vez ( e quantas vezes quiser) sobre as reflexões do meu bravo herói Victor que sempre me inspira com elementos do nosso corre-corre.
A história de hoje não passa de uma outra análise (como a do pôr-do-sol, mas sem ir comprar danoninho).
Estávamos nós, eu e o Victor, sozinhos dentre milhares de inúteis pessoas que nos rodeavam, implorei a ele para que me iluminasse um caminho e ele iluminou.
Vimos marcas de pés na parede. Então pus meus breves neurônios a pensar sobre eles, infelizmente a verba estava curta e não deu pra comprar chocolate, mas consegui refletir...

Eis a minha reflexão:

As marcas de pés que estavam na parede significavam uma vida, um destino de uma pessoa que animadamente borrou a sintonia de cores de uma parede branca. Por que destino? Porque não se sabe de quanto tempo aquela marca esteve ali, pode ser anos, meses, dias, horas, ou até mesmo minutos! Perda de tempo a minha só falando esse monte de asneiras, eu não via a realidade até que Victor me mostrou o último biscoito. Foi aí que entendi tudo...

De certo você deve estar se perguntando: O que um último biscoito tem a ver com o destino das pessoas que deixaram suas eternas pisadas na parede? E eu te respondo: Tudo. O lance é o seguinte: o Victor no caso como todo o ser humano não estava preocupado com o mero biscoito, mas eu pensei como um biscoito, mas o indivíduo que simplesmente deixou sua marca na parede também não estava preocupado com ela... Mas eu pensei como as duas...

Para isso criei uma frase: ‘‘O maior privilégio que a vida nos concede é fazer diferenças em igualdades’’... Aquela marca e aquele último biscoito tinham uma missão: Seu Destino. Simplesmente o mero biscoito serviria de alimento ao magnífico Victor, mas as pegadas não, as pegadas serviriam de esperança e de reflexão para as pessoas que a fizeram, talvez elas poderiam estar pensando: ‘‘Será que precisarei chutar a parede pra você me dar uma devida atenção?’’. Aquela marca estará para sempre ali, ela vai significar a atitude humana precisando de atenção, precisando de carinho, cuidado... Aquela marca nos ensina a viver, é lógico que ela poderia ser de um simples joguinho de pezinho, mas ela nos mostra que entre uma parede branca existe a diferença, existe o marronzinho mas esse marronzinho e essa parede branca vivem juntos e por um tempo indeterminado, até quando sua idade não mais me alcançar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Análise do Pôr-do-sol

Sinto-me lisonjeado por estar aqui e falar de algo que me perturbou muito: a análise do pôr-do-sol... Primeiramente desejo contar-lhes que isso não passa de uma atitude enlouquecedoura (aliás, comendo chocolate).

A Análise Do Pôr-do-Sol... Como ele deve ser analisado? Óculos-de-sol? Sim, certamente pertence a mesma família...
Ontem, eu e meu amigo Victor (excelentíssimo que me inspirou a este magnífico texto) estávamos completamente entediados... Foi realmente surpreendente a minha atitude - pensei: ''Bom, eu posso comer chocolate'' mas acabei lembrando que estava em plena aula de Hístoria, portanto teria que esperar até a hora do recreio para TENTAR comprar um chocolate... Ah! Tédio! Então comecei a escrever poemas (depois mostro à vocês)... Um deles me surpreendeu, ops, nos surpreendeu porque o Victor (fabuloso amigo que deu-me a idéia) também achou ótimo... Esse poema falava claramente sobre a análise do bendito pôr-do-sol, automaticamente eu falei: ''Opa! Não preciso de chocolate! Agora eu tenho meu próprio apoteose!'' E comecei a trabalhar naquele poema, foi disso, que eu tirei minha análise sobre o Pôr-do-Sol...
Começar a análise é antes de tudo assinar um bilhetinho para sair de casa porque você vai precisar transpassar o avivamento das cores para imaginar o belo e perfeito pôr-do-sol. Maluco? Não, simplesmente normal. Pense no pôr-do-sol como sua última e única saída, reflita e depois me fala ok?

Deram 5 horas da manhã no relógio de casa: acordei de um brilhante pesadelo. Peguei 2 reais que estavam em minha carteira e fui pro mercado que havia aberto há 1 hora atrás, pra quê? Comprar Danoninho é claro. Atravessei a rua, virei a direita, fui para a outra esquina e lá estava o mercado, entrei, peguei o Danoninho e fui em direção ao caixa para pagar, quando o Pôr-do-sol repentinamente tirou a atenção dos meus olhos da mulher do caixa para ele, eu vi dentro dele uma esperança, uma paz interior, uma paz superior mas fui interrompido pela breve e maligna voz: ‘‘Cara, deu 1 real e 30 centavo’’. Hahaha, o que você acha que eu disse? ‘‘Minha Senhora, não vê o pôr-do-sol que sempre aparece quando trabalha aqui? Então, já parou para admirá-lo? Porque parece que a senhora só se preocupa com o bendito dinheiro que lhe devo...’’ Ela? Respondeu com extrema ‘‘inginoransia’’ ‘‘Que isso cara, a onde daqui é ver tudo os porche passar’’. Peguei o troco e voltei para casa contemplando aquele magnífico Sol que me surpreendia.

Chegando em casa – perdi o sono -, fui para a sacada e comi o Danoninho observando o Sol se erguer naquele limpo e alaranjado céu.

Fui pensando: ‘‘Será que alguma pessoa nesse imenso mundo contempla elementos naturais além de mim? Se não: perdem o colírio da alma.’’