terça-feira, 13 de novembro de 2007

Caminho à Lírios

A tempos estou, agora, andando num trilho onde não sei onde irei parar... Onde não sei onde chegar... Estou esperando algum sinal de vida.
É estranho amar e não ser amado, admirar e não ser admirado. Sempre estive ao seu lado e você nunca me percebeu. Sempre estive com você 24h por dia tentando ganhar um sorriso, mas você, só me tratou como um qualquer, um que sempre esteve ao seu lado. Tem um amor dentro de mim que corre para todos os lados do meu ser procurando um lugar para parar e respirar, mas ele não consegue. Um amor estranho, por alguém estranho. Ultrapassa a ternura e é doce como o mel. Não sei o que fazer! Não sei pra onde ir! O caminho é grande e não vou chegar a lugar algum! Não tenho saída. Sinto o meu ódio adentrando em raios nos lírios sorridentes e vivos, sinto cada batida do meu coração esperando a hora de morrer, ódio e desgraça, desamor e egoísmo. Nada mais me atrai e fujo completamente os olhos do meu amor, pois se desviar minha atenção à ele não resisto, fujo. Fujo do céu e do mar, fujo da terra e do ar, tudo pra mim tornou-se monótono e a única saída e se entregar ao mar. Tudo pra mim perdeu o sentido, não tem mais jeito. Agora, livre e sozinho solto aos ecos das serras suspiros de saudade que no meu peito se encerra, esses prantos de amargores são prantos cheios de dores, saudades dos meus amores, saudades da minha terra! Não há saída! Não há!
Agora é impossível não perceber. Sinto aquele vento frio penetrando em minha pele e o que sobra é medo e solidão. A minha terra não tem mais palmeiras e não vejo meros sabiás, cantam aves invisíveis nas palmeiras que não há... A perfeição não existe mais e agora eu posso perceber que esse amor continua dentro de mim e fácil ele não vai sair. Ahh Amor fatal! Podes ser imortal! Mas a mim tu pertences e eu, sou mortal. Eu sei o que esse amor quer, ele ME quer... Medo, raiva e cansaço.

Ainda estou caminhando nesse trilho de lírios que não cansam de me mostrar a realidade, mostrar que eu não tenho chance e a única coisa que me sobra é a MORTE.

3 comentários:

paulo disse...

Ao meu coração...

Ju Padilha disse...

"deu meu coração de ficar dolorido, arrasado num profundo pranto,deu meu coração de falar esperanto, na esperança de ser compreendido, deu meu coração equivocado,deu de desbotar o colorido,deu de sentir-se apagado, desiluminado,desacontecido, deu meu coração de ficar abatido,de bater sem sentido, meu coração surrado, deu de arrancar o curativo, deu de cutucar o machucado, deu de inventar palavra, para curar de significado, o escuro aço denso do silêncio, no coração trespassado."
essa música é tãooo linda!~
beijo

Víctor disse...
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