segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Coração de papel




Me lembro da minha infancia não vivida, me lembro daqueles dias terriveis que a gente passa quando é criança. De um simples quebrar de vidro até aquelas broncas que a gente chega até a rir depois. Nossa, eu mesmo não acredito que era tão doido quando era criança, mas o lance é o seguinte, esse post não vai sair dos quatro lados desse bendito computador, aqui vivido e aqui morto. Um fato estranho e ridículo era que eu, eu mesmo, gostava de assistir aos desenhos da Disney, especialmente a Pequena Sereia, dá pra acreditar? Sabia que fui capaz de jogar uma fita de vídeo do Pokemon na privada só porque a professora não deixou a gente assistir a Pequena Sereia DE NOVO? Dá pra acreditar que de toda a galera da sala só eu e uma amiga recebíamos os crachás de ‘meninos malvados’? É cara, e você ainda acha que sou um anjinho? E um dos piores, não dedurei uma menina pois ela havia roubado UM salgado da padaria perto da escola? Fui capaz de ser o único da sala a chorar pela saída de minha professora da quarta série? Dá pra acreditar que eu sou um das únicas crianças do mundo e da América Latina que escreve bobeiras em um blog?

Ahhh, não adianta não, meu coração é de papel! Podem me chamar de manteiga derretida ou até outros piores nomes mas uma coisa não posso mudar, o meu coração. Eu realmente me sinto mal ao pensar que meus professores que tanto amo e que marcaram minha vida darão a mim um simples beijo e depois nunca mais irei os ver. Sinto saudades daquele tempo onde não sentia nada, era impuro e feito de granito. Mas agora meu coração é de papel, não adianta falar as mais perfeitos ou ridículas palavras pra mim. Meu coração é de papel e pra sempre vou ser criança. Chega de viver mágoas e dores, chega de viver a vida de suspiros e clamores. Ainda é tempo, é tempo... É... Tempo.

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