sábado, 17 de maio de 2008

aquele mórbido desejo...


Pensamentos Exógenos - Parte I

Bem feito... E eu entrei na montanha russa. Aquele ar de idiotisse se enfiou em minha mente... Fiquei pensando pelo trajeto inteiro o porque de entrar... Seria super normal uma pessoa entrar numa montanha-russa, mas porque aquela montanha russa? Eu vou saber?
Começei a prestar atenção nos detalhes daquele lugar... A princípio tudo era negro e havia um corredor de polígonos meio claros naquele lugar e os trilhos da montanha russa eram feitos de papel. Não sei o porque mas naquele carrinho só havia eu, e em todos não havia mais nada... Comece a ouvir um barulho e a montanha russa começou a andar... A cada polígono eu via uma parte de minha vida... Meu aniversário de 5 anos, quando eu queimei minha mão, quando pela primeira vez beijei, quando entrei na escola, quando chupei meu primeiro pirulito, quando tropecei e caí pela quinta vez e outras coisas... Aqueles polígonos mostravam essas cenas vistas por alguém, que até hoje eu não sei quem era... Devia ser alguém que me observou o tempo todo... Sem detalhes...
Faz muito tempo que isso aconteceu por isso não lembro exatamente de como me espantei ou se sorri. Aquela montanha russa andava mais rápido e mais rápido, logo não pude me segurar e caí. Simplesmente caí. Aquela montanha russa foi embora e eu fiquei sentado em um toco de árvore que estava ali, era a única coisa diferente que estava ali... As horas começaram a se passar mais rapido e logo desmaiei. Quando acordei, no lugar dos trilhos não havia nada, os polígonos desapareceram e até o toco de árvore sumiu. Ficou escuro. Comecei a andar. Comecei a correr. Vi uma luz vermelha distante e fui ver o que era: um cálido cálice que logo pegou fogo... Mas o estranho era que aquele fogo não queimava minha mão nem me machucava... Só trazia luz...
[...]
Perguntei ao cálice: Senhor, qual seu nome?, e ele não me respondeu... Ele havia prometido me tirar daquele lugar... Furioso o joguei ao chão, ele quebrou e seu fogo apagou...
[...]
Acordei disso. Me virei para a lua e falei: Jogue-me uma estrela e cederei a ti todos meus sentidos...