quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

experimento mortal;


Pensamentos Exógenos - Parte II

E eu caí na água, não me pergunte onde estava essa certa quantidade de água, aos poucos minha visão foi ficando embaçada e as bolhas interrompiam ainda mais a visão, a respiração era bem maior, incrivelmente parecia que meus pulmões se ultra inflaram e isso me proporcionou um tempo a mais dentro da água. Fui afundando, afundando. A luz diminuia a cada vez mais e não me preocupava com a distância até a superfície, o que importava era aquele momento, apenas aquele. Fui afundando, afundando. Pensava o quão profundo devia ser aquele lugar pois a luminosidade começava a desaparecer e eu não chegava ao chão, não entrei em pânico. Não havia sequer uma alma viva além de mim naquele lugar. Me sacudi. Fiquei tonto e me sacudi na água, a pressão fez com que uma enorme dor de cabeça tomasse conta de mim. Ainda me sacudia e lançava bolhas pelo nariz, pela boca. Parei, a respiração parou e meus olhos continuavam abertos. Cheguei finalmente no fundo, não dava pra ver nada apenas a escuridão ousei a me virar mas não consegui; não tinha domínio sobre meu corpo. Passados minutos sentia meu corpo dançando naquele lugar escuro onde o único acompanhante era o medo. As batidas do meu coração iam diminuindo, eu estava me acalmando, acalmando, acalmando... Apenas um estrondo se ouviu e mais nenhuma bolha foi vista pela superfície.


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Opa, não se esqueçam: Domingo começa o SP to Europe. Vou narrar cada pedrinha que puder.

Um comentário:

Anônimo disse...

fiquei sabendo que morrer afogado é ótimo pra encontar o espírito da sereia Ariel.