
A vida é uma jornada, e é no apagar das velas que enxergamos o que precisamos, afinal, muita luz nos causa dor de cabeça.
Lembro-me vagamente de quando minha vida, aliás, a vela de minha vida, apagou-se. A fofa e metafórica fumaça foi o que restou.
Foi tremendamente emocionante, observar de dentro o céu, visto que aquele lugar só tinha cheiro de flores, que me nauseava (confesso).
Os últimos choros, os últimos prantos, e me senti indo para o núcleo da Terra. Bem... não necessariamente para lá, mas talvez, pouco distante.
Lembro-me bem, com sorriso no rosto, da lágrima caída no fino e quadrado vidro, que auxiliava minha visão, enquanto eu ia para baixo... para baixo...
Era emocionante a sensação de cair vagarosamente, o que me esboçou um sorriso no rosto, que fôra diluido em pouco de pânico, que causava o começo da escuridão. Mal conseguia me mover, apesar de não tentar. Apenas apreciei meu último respirar, e relaxei.
Eu estava pronto para prosseguir minha viagem.
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