terça-feira, 23 de março de 2010

À Barca!


A vida é uma jornada, e é no apagar das velas que enxergamos o que precisamos, afinal, muita luz nos causa dor de cabeça.
Lembro-me vagamente de quando minha vida, aliás, a vela de minha vida, apagou-se. A fofa e metafórica fumaça foi o que restou.
Foi tremendamente emocionante, observar de dentro o céu, visto que aquele lugar só tinha cheiro de flores, que me nauseava (confesso).
Os últimos choros, os últimos prantos, e me senti indo para o núcleo da Terra. Bem... não necessariamente para lá, mas talvez, pouco distante.
Lembro-me bem, com sorriso no rosto, da lágrima caída no fino e quadrado vidro, que auxiliava minha visão, enquanto eu ia para baixo... para baixo...
Era emocionante a sensação de cair vagarosamente, o que me esboçou um sorriso no rosto, que fôra diluido em pouco de pânico, que causava o começo da escuridão. Mal conseguia me mover, apesar de não tentar. Apenas apreciei meu último respirar, e relaxei.

Eu estava pronto para prosseguir minha viagem.

sábado, 13 de março de 2010

De volta à Terra de Oz.


Algo bem estranho aconteceu um dia desses, me refiro à palavra ''estranho'' como algo meio diferente, e não algo macabro.
Algumas pessoas reconheceram, de um ponto de vista longínquo claro, que minha vida era um musical. Claro que comecei a refletir sobre essa palavra num momento vago que tinha, e obtive alguns resultados:
1. No exato momento da reflexão, me veio à mente a imagem da querida Dorothy se lamentando ao nada, dizendo que existia um lugar além do arco-íris. Um lugar onde voavam pássaros azuis, e onde todos os seus sonhos se realizam. Claro que ela não poderia ir lá ''realmente'', e é aí que questiono se, no filme, a ida à Oz foi realidade ou sonho. Pois bem, ignorando esse fato podemos ver Dorothy e o seu desejo de querer ir para uma terra mais propícia à fantasia e ao sonho. Conclui que sim, nesse ponto minha vida era um musical.
2. Como consequência ao primeiro resultando, vi que eu poderia cantar Somewhere Over the Rainbow numa fazenda, e com meu cachorro (por mais que o nome dele não seja Totó). Sim.
3. Vi que eu tenho um sonho sim, embrulhado em papéis, cujo a luz que o brilha é a única forma de enxergá-lo (uma parte dele). So sim.
4. Percebi que havia um errinho em todos os resultados: eu não pertencia particularmente à Oz, e nunca tomei chá com a Bruxa Boa do Norte (aka Glinda)... porém percebi que sim, eu desejaria isso.
5. Não. A minha vida não é algo escrito. Acredito em algo mais espontâneo, que teria mais graça do que algo já ''escrito''.
6. Talvez meu coração se expresse em músicas, talvez é a única língua que ele conseguiu aprender com 15 anos passados, para se comunicar com seu dono.
Final. Conclui que, mesmo com resultados assim, a minha vida não é um musical. E não adianta eu querer tratá-la dessa maneira, ou tentar enxergar por ela: simplesmente não dá. Fim.

Que tal deixarmos nossos presentes brilharem? Brega? Tente ter sucesso sem deixá-los brilhar.
Temos um dom, aprenda a exercitá-lo.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Voltando com tudo.

Foi uma sensação rápida e silenciosa: ''Que tal voltar a escrever?". Que brilhante ideia! Certo?
Vou começar a fugir um pouco da fantasia, e "realisticar" mais o blog... Eu não posso simplesmente abandoná-lo depois de 3 anos consecutivos de vários distúrbios mentais, várias atitudes bestas e inocentes, e pouquíssimos chocolates consumidos.

É isso aí, tô de volta.